Linha 17-Ouro completa 1 mês com furto de cabos, paralisações, reclamação sobre lentidão e longa espera por trens

Metrô promete operação total da linha 17-Ouro, do Monotrilho, para setembro A Linha 17-Ouro do Monotrilho de São Paulo completou um mês de operação assis...

Linha 17-Ouro completa 1 mês com furto de cabos, paralisações, reclamação sobre lentidão e longa espera por trens
Linha 17-Ouro completa 1 mês com furto de cabos, paralisações, reclamação sobre lentidão e longa espera por trens (Foto: Reprodução)

Metrô promete operação total da linha 17-Ouro, do Monotrilho, para setembro A Linha 17-Ouro do Monotrilho de São Paulo completou um mês de operação assistida nesta quinta-feira (30) enfrentando problemas na Zona Sul da capital paulista. Apesar da ainda estar em período de testes, a linha inaugurada em 31 de março pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) operou 23 dias no 1° mês com pelo menos quatro paralisações totais ou parciais da operação, com necessidade de acionamento do sistema Paese de ônibus urbanos. Duas das falhas aconteceram em razão do furto de cabos, segundo o Metrô. O gerente de operações da empresa, Milton Júnior, afirmou ao SP2 que tem trabalhado com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para minimizar os furtos, que acontecem tanto no alto, como na rede subterrânea do sistema. “As ocorrências que nós tivemos recentemente acabaram afetando essencialmente o sistema de sinalização e o sistema de energização. A gente tem trabalhado numa parceria muito intensa com a Secretaria da Segurança Pública, identificando esses locais, fornecendo subsídios pra autoridades competentes, mas também com o fornecedor do sistema do Metrô para propiciar algumas estratégias de mitigação para essas condições”, afirmou. Trem da Linha 17-Ouro, do Monotrilho do Metrô, em operação na Zona Sul de São Paulo. Divulgação/Metrô Além do problema de segurança, os usuários da linha têm reclamado da lentidão dos trens e do grande intervalo entre uma partida e outra das locomotivas, que funcionam em operação assistida apenas de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h. Para diminuir o intervalo entre as viagens, o Metrô precisa de mais trens, que depende da liberação do uso de dois equipamentos que trocam as composições de via. Um deles fica depois da estação Morumbi e outro perto de Congonhas, além da inauguração da estação Washington Luís, que ainda não ficou pronta. “Nós temos a perspectivas, a partir de 30 de junho, da inauguração da Washington Luís, que é uma inauguração inédita pro Metrô. Ali, que a gente vai operar a primeira linha em Y, e, a partir de 30 de setembro, nós teremos a liberação do sistema em carrossel, como nós temos nas demais linhas, colocando a implementação da operação do sistema no intervalo de trens regulares como a gente tem nas outras linhas”, afirmou o gerente de operações do Metrô. Dias de operação da Linha 17-Ouro do Monotrilho no 1° mês de funcionamento, com quatro dias de falhas. Reprodução/TV Globo Apesar de funcionar em horário reduzido e ficar fechada durante os finais de semana, a linha 17-Ouro já foi utilizada por mais de 100 mil pessoas desde a inauguração. Veja os números do 1° mês de funcionamento da linha 17: 100.726 usuários utilizaram a linha; 625 viagens realizadas; 3.438 kms percorridos pelos trens; Estações mais utilizadas: Morumbi, Aeroporto de Congonhas e Campo Belo (conexão com a Linha 5-Lilás). Inauguração da Linha 17-Ouro do monotrilho em São Paulo pelo governador Tarcísio de Freitas, em 31 de março de 2026. Pablo Jacob/Governo Estado SP Após 12 anos de atraso, Linha 17-Ouro é finalmente inaugurada Estações da Linha 17-Ouro do Monotrilho Arte/g1 Dois descarrilamentos em menos de um mês e ao menos 18 casos desde 2020 expõem falhas na rede de trens da Grande SP

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